Como classificamos e verificamos a ardência
Cada valor Scoville no ChilliFacts tem uma fonte, uma base e um status de verificação. Veja exatamente como escolhemos os números.
Dados conferidos em 20 de outubro de 2026 · Como classificamos e verificamos
Um número por pimenta
Muitos sites misturam numa mesma lista frutos recordistas isolados, médias e alegações de marketing, o que deixa os rankings sem sentido. Guardamos três números para cada pimenta: o mínimo e o máximo das medições publicadas e um valor típico, usado para classificar e comparar. O valor típico é, em ordem de preferência: uma média certificada pelo Guinness; uma média de laboratório universitário ou com revisão por pares; ou o meio de uma faixa publicada. Quando só existe um número de criador ou vendedor, nós o mostramos, mas com identificação.
Status de verificação
- Recorde Guinness: Certificada pelo Guinness World Records com base em testes de laboratório universitário.
- Testada em laboratório: Medida por um laboratório universitário, governamental ou com revisão por pares.
- Alegação do criador: Número divulgado por um criador ou vendedor; nenhum laboratório independente citado.
- Não verificada: Alegação divulgada na mídia; nenhum laboratório, método ou laudo publicado.
Só pimentas certificadas pelo Guinness ou testadas em laboratório aparecem no ranking principal. As demais são listadas à parte, como alegações.
Fontes
Preferimos fontes primárias: Guinness World Records, publicações de universidades e de extensão rural (como o Chile Pepper Institute da New Mexico State University), registros governamentais e artigos com revisão por pares. Quando usamos uma fonte secundária, isso fica indicado na página da pimenta.
Ressalvas conhecidas
- SHU por HPLC: os laboratórios medem os capsaicinoides no fruto seco e moído (ppm) e multiplicam por cerca de 15-16. A NMSU usou x16 (Bosland & Baral 2007). Os valores que calculamos aqui a partir de percentuais de capsaicina do Spices Board ou de periódicos usam x16 e só a capsaicina, então subestimam um pouco o total de capsaicinoides. Estão em base de peso seco.
- A ardência varia com a genética e o ambiente de cultivo. Plantas estressadas ficam mais ardidas (NMSU Guide H-237; em 2012, a NMSU encontrou plantas de uma mesma variedade chegando a cerca de 2x a média). Um único número é só uma referência.
- Texto do recorde Guinness: a página de regras diz que o recorde 'se baseia na ardência de uma única pimenta cultivada', mas as entradas da Reaper e da Pepper X trazem médias. Nenhuma das duas publica o tamanho da amostra nem a dispersão. A Wikipedia também menciona uma alegação não verificada de que uma resposta da Winthrop a um pedido via FOIA mostra 'grandes desvios das regras do Guinness' no caso da Reaper. Não consegui ver os documentos, então isso não foi usado.
- Pepper X: o Guinness data o recorde de testes 'em 23 de agosto de 2023', mas a notícia do Guinness diz que a Winthrop testou exemplares dos últimos quatro anos. As datas também diferem entre o recorde (23 ago. 2023) e o anúncio (16-17 out. 2023). Nenhum teste independente foi publicado.
- Carolina Reaper: a página da Pepper X de 2023 do Guinness diz que a Reaper 'teve média de 1.569.300 SHU', mas o próprio recorde do Guinness de 2017 diz 1.641.183. As duas eram médias da Winthrop de anos diferentes. A origem genética é conflitante: o Guinness 2013 diz Sweet Habanero x Naga Viper, enquanto Currie, em outras entrevistas, fala em habanero La Soufriere x Naga paquistanesa.
- Trinidad Moruga Scorpion: o muito citado '2.009.231 SHU' (às vezes chamado de recorde Guinness, por exemplo no UWI Today 2012) não aparece no comunicado da NMSU. A Moruga nunca teve recorde Guinness. A média exata de 1.207.764 não foi encontrada no artigo da HortTechnology.
- Red Savina: os 577.000 SHU do Guinness nunca foram reproduzidos. O ensaio com repetições da NMSU encontrou 248.556.
- Recorde da Bhut Jolokia: veio de testes da NMSU com sementes coletadas na Índia e cultivadas no Novo México (ensaio de 2005), e não de 'uma fazenda na Índia'. O artigo da NMSU foi aceito em nov. 2006 e publicado em abr. 2007. O comunicado de 2012 da NMSU diz que o Guinness o certificou em 2007, e parte do material da NMSU fala no outono de 2006.
- Datas de IG conflitantes: o cabeçalho da página do registro da Naga Mircha mostra data de certificado 02-12-2003, mas o documento do certificado e a lista do Spices Board apontam 2008 (pedido em 2007; a lista do Spices Board repete '2.12.2003'). A Dalle Khursani teve o pedido em 2018, foi publicada no Journal em 2020-21 e certificada em 14-09-2021; a imprensa diz 2020 e o preprint de 2024 diz 2018. O certificado da Byadgi é datado de 27-01-2011 (noticiado como fev. 2011).
- Os dados de ardência indianos são escassos. O manual do NIFTEM sobre a Byadgi dá tanto 8.000-15.000 SHU quanto 0,8-1,3% de capsaicina, e as duas coisas não podem estar certas. O popular '1.000-2.000 SHU' da pimenta Kashmiri não tem fonte, enquanto dois valores de HPLC/oficiais indicam cerca de 21.000-52.000 SHU.
- Retiramos a Chocolate Bhutlah: as fontes dão só 'até 2.000.000 SHU' ou 'cerca de 2.000.000'. O PepperScale diz que 'uma faixa de ardência não foi estabelecida', e o criador e a origem não estão documentados. Não há número que se possa citar com responsabilidade. (A entrada da Douglah cobre a Chocolate 7 Pot, aparentada.)
- Fontes primárias que não conseguimos acessar: o artigo de 2012 da HortTechnology sobre superhots (só lemos o comunicado de imprensa da NMSU), qualquer publicação da Winthrop University sobre a Reaper ou a Pepper X (só lemos AP e Science Friday), as páginas do Guinness da Naga Viper e da Infinity e o corpo do comunicado da Tesco. Esses itens estão sinalizados nas respectivas fontes.
Baixe os dados
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